Símbolo

Onde quer que os seres humanos tenham estado em nosso planeta, sempre criaram e usaram símbolos, afinal, o homem é essencialmente um animal simbólico. Parece que não conseguimos ficar sem eles.

Os símbolos possuem um poder além das palavras, porque carregam uma variedade de significados que falam à alma, à mente e às emoções. Eles nos desafiam constantemente a ir além do que está diante de nossos olhos, a ir além do óbvio.

Então, o que vem a ser um símbolo?

Um símbolo é diferente de um sinal, porquanto o último indica um caminho, e o primeiro sempre guarda mais que seu significado imediato. Seu significado potencial é muito maior do que aparenta à primeira vista. Representa uma idéia, um conceito abastrato, que muitas vezes pode não ser fácil de colocar em palavras.

São a linguagem do oculto em seu ais puro sentido; revelam aquilo que está oculto, expressando uma realidade interior da qual raramente temos consciência, apesar de a humanidade estar em contato com ela desde os tempos mais remotos. Vejam exemplos nas Cavernas de Lascaux, na França, e nas pinturas dos aborígenes da Australia. As imagens refletem profunda conexão com a natureza, o Cosmos e crenças mágicas solidárias.

Nossos ancestrais no Paleolítico, em suas pinturas e entalhes, sombilizaram conhecimentos disponíveis apenas para aqueles que eram iniciados naquele grupo, então, vemos animais que eram venerados e caçados, bem como totens para proteção dos caçadores.

Em nossa época, existem simbolos de proteção em forma de amuletos em cordões na Índia, e Irlanda bem como Feng Shui.

Os símbolos estão o tempo todo diante de nós. Experimentem criar um si, um que defina  sua evolução, ou aquilo que pretendam que evolua, quem vocês são no presente momento, qual o seu ideal, a sua índole. É um excelente exercício de introspecção, de autoconhecimento. Permitam se abrir para esse universo e se permitam o prazer da aquisição da sabedoria que cada símbolo exprime. Se quiserem o façam apenas para si, mas é interessante o compartilhamento com os demais IIr.’., que dessa forma podem conhecê-lo através de seus olhos.

De minha parte, exercitei a criação de um para mim, algo que demonstre meus anseios, minha vontade, e o que eu pretendo hoje ver melhorado em mim. Vejam a seguir. Abaixo do símbolo, uma muito singela explicação inicial do significado de cada item.

O Sol flamejante:

Detalhe interno do símbolo: simboliza o Universo e a Eternidade;

A Estrela flamejante:

Deriva do pentagrama de Pitágoras como símbolo de luz, centro místico e expansão do Universo. Colocado entre o esquadro e o compasso, representa o Céu e a Terra, remetendo à regeneração do indivíduo por meio da iluminação em um mundo desconhecido. Simbolo da perfeição e do princípio divino no coração do iniciado.

Ouroboros:

A imagem de uma serpente mordendo a  própria cauda, símbolo encontrato em muitas clturas, é também símbolo maçônico para a eternidade, renovação, amor e sabedoria e pode ser encontrado em fachadas, altares e até mesmo em pisos e tetos.

O Ponto dentro do círculo:

CÍRCULO – é o símbolo universal do infinito, do universo, do todo. Conhecido, também, como “o olho fechado de Deus”, representa também o Universo, o Cosmo, a Totalidade. Com um ponto no centro, representa o “olho aberto de Deus”, representação da primeira manifestação divina ou princípio criador, o local estático, de menor turbulência. É o centro onde a inteligência é iluminada pela Luz da Verdade. É um local onde não reinam paixões humanas. Em alquimia representa a Pedra Filosofal

O triponto:

O triponto (ora representado com as iniciais de meu nome) tem, origem bem antiga.  Na maioria das vezes, costuma-se representar os Três Pontos, dispostos em triângulo, como uma das expressões comuns da luz interior e do espírito que presidiu à criação do mundo, representando também todos os ternários conhecidos. Em instrução, o Apr.’. M.’. descobre as três qualidades indispensáveis ao Maçom: Vontade, Amor ou Sabedoria e Inteligência” que são, absolutamente, inseparáveis uma das outras, pois devem agir em equilíbrio para que o maçom seja justo e perfeito.

A primeira vez que vi alguém utilizando um símbolo para expressar quem é foi o “Escritor Maçom” , Ir.’. Moacir Jose Outeiro Pinto. Vejam o Blog dele, é muito legal e interessante, achei a idéia fantástica e resolvi desenvolver um também. Esse é só um exemplo acerca das infinitas possibilidades de criação e interpretação.

Tentem, pois o processo de criação é um processo de encontro consigo mesmo, um processo de introspecção. Vale a pena!

9 respostas para Símbolo

  1. JULIANO DOS SANTOS PINTO disse:

    Sou Rosacruz, e estudioso da maçonaria com relaçao aos simbolos eu utilizo a tripontuaçao em minhas assinaturas, tanto a Maçonaria como a Ordem Rosacruz são ordens in iniciáticas. Paz Profunda .

    • omeganeo disse:

      Paz profunda, frater.
      Já pertenci anteriormente aos quadros da AMORC, de onde aprendi os primeiros passos acerca do simbolismo pelo qual me apaixonei.
      O simbolismo é complexo por onde quer que se o observe, e o que significou algo para mim um dia, ao olhar presente certamente significará outra coisa, pois todos eveluimos ao longo do tempo, e a mesma evolução age sobre nossos conceitos e interpretações.
      Por conta disso, aprecio a interpretação simbológica. Pela constante evolução.
      A senda é longa e por vezes árdua, mas, quer como iniciados, quer como adeptos, o caminho que se nos abre é de infinitas possibilidades e os símbolos estão presentes na totalidade da nossa vida.
      Seja bem-vindo e PAZ PROFUNDA, frater.

  2. juliano dos santos pinto disse:

    Os simbolos são universais, inumeras relogioes, filosofias, ordens iniciaticas tem eles como instrumento pedagógico de decodificaçoes das grandes verdades do Universo, cabe nos aprender por meio deles e evoluirmos aos paramos celestiais da sabedoria. nos laços fraternais sou, Juliano , 357.572 R+C

  3. Ricardo Silvestre disse:

    A tripontuação no final de assinaturas também pode ser utilizadas por membros da AMORC?

    Paz Profunda, Frater.

    • omeganeo disse:

      Sim, frater. Podem sim.
      Você pode perceber o uso da tripontuação na assinatura das correspondências que recebe da AMORC.
      Você pode fazer uso da tripontuação, sem reservas. Apenas uma observação: Antes de começar a usar, procure se aprofundar nos estudos do simbolismo e procure entender a aplicação prática do uso da mesma. Eventualmente você pode ser questionado sobre o uso do triponto por alguém, e é conveniente, que você tenha, ainda que superficialmente uma explicação para isso. A explicação que eu coloquei aqui, como disse no post, é muito singela, mas é um início de caminho.
      Sê bem vindo ao CAMINHO, frater.
      Paz profunda!
      Sidney

  4. celio machado disse:

    Tese sobre a origem do triponto na maçonaria

    A complexidade da origem do triponto ultrapassa o nosso sistema solar, ele pode ter uma origem em nosso vizinho mais próximo; no sistema solar de Sírio. Ao longo de dez anos de pesquisa sobre a origem mais remota da maçonaria, pude chegar a uma tese que mais parece ficção cientifica, mesclada com mitologia, astronomia, filosofia, e religião. Para os mais leigos no assunto e não iniciado nos mistérios egípcios parecerá esta tese um absurdo. Mas para alguns destes, digo somente alguns, pois mesmos alguns iniciados nos graus mais altos, não percebem a verdade por trás da letra morta. Infelizmente a verdade não chega a todos iniciados; pois tem de se deixar os dogmas preestabelecidos para se chegar a uma verdade suprema e mesmo assim ela se torna um ponto de partida, como se fosse uma dizima periódica na matemática. Portanto a verdade só poderá chegar a uma pessoa humana que realmente a busque com o coração sem que o materialismo espúrio faça parte desta busca. Vou delinear resumidamente esta tese que não poderia ser explicada na integra em qualquer forma de registro humano; mas até onde nossa imaginação possa nos levar. A lenda de Osíris e Isis é o ponto de partida para a elucidação da verdade, apesar de parecer um conto de fadas; acredito que ela foi criada por sábios para tentar explicar aos primeiros egípcios ainda crianças no conhecimento a origem da vida na terra, como fazemos às vezes para explicar nossos filhos ainda crianças como eles vieram ao mundo, e em lições de bem e dos mal como contos de chapeuzinho vermelho e o lobo mal. Vou resumir a lenda para não tornar a explicação cansativa. Osíris irmão de Isis se casaram; Set também irmão dos dois por inveja matou Osíris e o desmembrou em 14 pedaços atirando-os no Nilo. Isis inconformada achou 13 pedaços de seu corpo uni-os por meio de mumificação, ressuscitando Osíris; entretanto o 14º pedaço não foi encontrado ficando “perdido” (a palavra perdida). Na realidade o 14º pedaço o Pênis não ficou perdido, mas oculto. Para entender mais claramente esta lenda temos de viajar a 8.7 anos luz do nosso sistema solar, até o nosso vizinho mais próximo. O sistema solar de Sírio na constelação de Orion. Sabe-se “hoje” que o sistema solar de Sírio é composto por três sois. Um destes sois ao que parece a 500 milhoes de anos era uma estrela gigante vermelha, já prestes a morrer, como toda estrela em seu final de vida. Em um evento fenomenal que acontece em todo o universo, esta giagante vermelha explodiu varrendo tudo a seu redor. Não vou aqui explicar a complexidade da vida de uma estrela que tem suas fases de vida, mas dar uma luz do que aconteceu próximo a nosso sistema solar e que é o cerne de toda a vida na terra. É aqui que entra minha tese em cima deste fato. Com a explosão tudo que estava a sua volta foi “varrido”; possivelmente um planeta habitado com vida em um nível de evolução muito acima do nosso com uma natureza semelhante ao nosso, fundiu-se com resto dos escombros da massa solar desta estrela. Simultaneamente a explosão essa fusão criou uma massa que com a força cinética foi atirada no grande abismo do cosmos, viajando e depois da longa viagem entra no nosso sistema solar e “cai” em planetas do nosso sistema solar inclusive na nossa terra, encontrando a distancia exata daquela em que orbitava naquele sol extinto e que a principio, era Escura, oca e vazia e não sem forma e vazia como diz o texto manipulado pelos gregos, mas o texto original de acordo com fontes rabínicas. Como um “Pênis” fecundando um “Utero” essa massa solar com o DNA do planeta morto, penetra nesta terra escura, oca e vazia, “fincado” como um marco de terra (Land Mark) trazendo primeiramente a luz, depois as reações de energia e químicas originam àgua e dai por diante “em seis dias” a vida como a conhecemos inclusive o homem. A vida daquele planeta extinto a 8.7 anos luz daqui renasce gradativamente, lentamente, como a fênix das cinzas da grande destruição, até atingir o topo da criação o homem que ainda está evoluindo para se chegar ao que foi um dia aquela humanidade do sistema solar de Sírio. Quando Salomão diz no livro do Eclesiastes: “Não há nada de novo debaixo de nosso sol; se alguém diz: “isto é novo” isto já existiu em tempos passados “( ). Salomão já naquela época já sabia desta verdade e tinha o conhecimento da origem da vida no nosso planeta. O grande mistério é que este “pênis” ou “Pedra fundamental da vida no nosso planeta, ainda se encontra no meio de nos e é toda a razão de nossa existência. Guarda todo o “conhecimento do universo”. Tem 72 nomes; mas podemos resumi-los em ao menos em três: Pai, filho e espirito puro” ou santo; como sua concepção achar melhor. É o maior tesouro de todos os tempos; o pote de ouro no final do arco íris, a palavra perdida, a pedra oculta, ou o corpo do eterno mestre Hiram Abif, o alfa e o ômega, a arvore no meio do jardim ou a fonte da agua da vida. Inacessível a homens de coração mal. Albert Pike na sua obra Moral e Dogma na maçonaria, relata que Siro tem uma importância fundamental na arte maçônica, foi sírio o responsável por todo o conhecimento humano, representa a estrela famígera no centro de nossas lojas. Na realidade nas lojas de superfície esta estrela é simbólica. Mas na loja chamada planeta terra (azul) ela ainda reluz verdadeiramente com toda sua força, beleza e sabedoria, pouquíssimos homens de superfície a viram com seus olhos físicos, é aquilo que os cristãos chamam de cristo ou o filho, depois do grande “sacrifício” cósmico depois da morte naquele sistema solar e o renascimento neste. Acreditem se quiserem.

    Celio M. Amorim.

  5. Douglas Protázio disse:

    E existe uma diferença prática ou mística do porque da inversão dos triângulos na Maçonaria e na R+C? Li alguma coisa que na AMORC a tripontuação é feita com a vértice para baixo, mas na prática, sempre leio assinaturas com o vértice para cima.

    Att,

    Douglas Protázio
    P.P

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